Escleroterapia com glicose: o que é, como funciona e por que pode favorecer a saúde das suas pernas

Uma opção eficaz e segura quando bem indicada para cuidar de vasinhos avermelhados ou arroxeados é a escleroterapia com glicose.

Esses vasinhos são muito comuns, especialmente entre mulheres, e afetam não só a estética, mas também a autoestima e o bem-estar.

É natural que isso gere preocupação. Se você já se percebeu inquieto ao observar as varizes e as telangiectasias — nome técnico para esses pequenos vasos visíveis — a escleroterapia é minimamente invasiva e eficaz para tratá-los.

O que é escleroterapia com glicose?

A escleroterapia com glicose é um procedimento indicado para eliminar varizes de menor calibre e telangiectasias — aqueles vasinhos finos, avermelhados ou arroxeados que aparecem principalmente nas pernas.

O tratamento consiste na aplicação de uma solução hipertônica de glicose (nas concentrações de 50% ou 75%) diretamente no interior dos vasos afetados. 

Essa substância provoca uma reação inflamatória controlada na parede interna do vaso, que leva ao seu fechamento gradual e à reabsorção natural pelo próprio organismo.

O resultado é que os vasinhos vão desaparecendo progressivamente, melhorando tanto a aparência das pernas quanto a qualidade de vida de quem os tinha.

Por que usar glicose? 

A glicose é uma substância que já existe naturalmente no nosso corpo. Essa característica faz dela uma escolha segura e bem tolerada, com risco extremamente baixo de reações alérgicas — um dos motivos pelos quais esse procedimento tem sido cada vez mais procurado.

Além disso, a escleroterapia com glicose causa menos desconforto durante a aplicação quando comparada a outros agentes esclerosantes (que têm a função de fechar os vasinhos), tornando a experiência mais tranquila para o paciente.

Como é o procedimento? 

Eu sei que entender cada etapa do tratamento ajuda a chegar ao consultório com mais confiança. Por isso, vou te explicar exatamente como ele acontece:

  • Primeiro é feita a limpeza e antissepsia da área a ser tratada, garantindo que a área esteja limpa para o procedimento.
  • Em seguida, fazemos a aplicação da solução de glicose hipertônica no interior de cada vaso — sem cortes, sem pontos e sem necessidade de anestesia geral.
  • Após a aplicação, a substância age na parede interna do vaso, causando o fechamento progressivo daquele trajeto vascular.
  • Em seguida, o organismo inicia o processo natural de reabsorção do tecido tratado.
  • Por fim, os vasos desaparecem gradativamente, contribuindo para uma melhora na aparência da região tratada.

A escleroterapia é realizada em consultório, com anestesia tópica quando necessário, e não exige internação. Você pode retomar as suas atividades no mesmo dia.

Para quem a escleroterapia é indicada?

A escleroterapia com glicose é especialmente indicada para:

  • Pessoas com telangiectasias — vasinhos avermelhados ou arroxeados superficiais nas pernas.
  • Pacientes com microvarizes de pequeno calibre.
  • Quem sente cansaço, peso ou desconforto leve nas pernas associado a esses vasos.
  • Pessoas que buscam uma abordagem segura e eficaz, com foco na saúde vascular e na melhora da aparência

Pacientes com diabetes podem, em alguns casos, realizar a escleroterapia com glicose. No entanto, a indicação deve ser feita de forma individualizada, após avaliação médica e, quando necessário, a realização de exames prévios para garantir que o procedimento seja seguro dentro do contexto clínico de cada paciente.

E para casos com varizes de maior calibre ou em estágios mais avançados, existem outras técnicas — como a escleroterapia com espuma — que podem ser mais adequadas. 

Por isso, a avaliação individualizada é fundamental. Cada caso é único, e o tratamento precisa ser planejado com cuidado.

O papel das meias compressivas pós-tratamento

Em alguns casos, é recomendado o uso de meias compressivas após as sessões de escleroterapia. 

Elas ajudam a potencializar os resultados, facilitam o colapso dos vasos tratados e reduzem o risco de complicações como a formação de microtrombos.

Eu sempre orientarei você sobre a necessidade e o tempo de uso conforme as características do seu caso. Essa atenção ao acompanhamento faz parte da filosofia que guia o meu trabalho: estar com você em todas as etapas do cuidado.

Dúvidas frequentes sobre a escleroterapia com glicose

A escleroterapia com glicose dói?

O procedimento pode causar uma leve sensação de ardência ou formigamento no momento da aplicação, que passa rapidamente. Quando necessário, utilizamos anestesia tópica para tornar a experiência ainda mais confortável.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia de acordo com a extensão e o tipo de vasinhos a serem tratados. Após a avaliação, eu te apresento um plano claro e realista para o seu caso.

Posso voltar às atividades normais depois?

Sim. Na maioria dos casos, o paciente pode retomar as atividades do dia a dia no mesmo dia. Atividades físicas mais intensas podem ser orientadas a aguardar alguns dias, conforme avaliação médica.

A escleroterapia com glicose é indicada para todos os tipos de varizes?

Não. Ela é mais eficaz para telangiectasias e microvarizes de pequeno calibre. Para varizes mais calibrosas, outras abordagens podem ser mais adequadas — avaliamos isso juntos na consulta.

Venha entender o melhor tratamento para você

Se você convive com varizes ou vasinhos e está em busca de um tratamento seguro, eficaz e realizado com atenção personalizada, eu estou aqui para te ajudar.

Meu trabalho segue os princípios da slow medicine — uma abordagem que valoriza o cuidado individualizado, o tempo de escuta, decisões compartilhadas e intervenções realmente necessárias, sem excessos.

Agende a sua consulta e vamos conversar sobre a melhor abordagem para o seu caso. Você merece cuidar das suas pernas com tranquilidade — e eu estarei com você em cada etapa desse processo.

Qualquer dúvida, estou aqui para ajudar.

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