Além da estética: o que diferencia os vasos reticulares das varizes

Frequentemente confundidos, os vasos reticulares e as varizes podem estar associados à insuficiência venosa crônica, uma doença na qual as veias das pernas têm dificuldade de bombear o sangue de volta para o coração.

Enquanto os vasos reticulares são veias superficiais dilatadas de pequeno calibre, as varizes costumam ser mais profundas, tortuosas e de maior diâmetro.

Identificar detalhes e sintomas é importante para definir o tratamento. Este conteúdo vai explicar mais sobre o que são os vasos reticulares, as diferenças entre eles e as varizes e como é feito o tratamento dessas condições.

Semelhanças entre vasos reticulares e varizes

Os vasos ou veias reticulares são veias dilatadas de calibre médio, de 1 mm até 4 mm. Elas vão ter uma coloração azulada ou esverdeada e ficam localizadas logo abaixo da pele.

Essas veias são comuns nas pernas e no rosto e são conhecidas como “veias nutridoras”, por estarem ligadas a telangiectasias (vasinhos menores). Em alguns casos, os vasos reticulares podem causar dor, queimação, coceira e desconforto estético.

No caso das varizes, elas também vão ser veias dilatadas, mas mais profundas na pele do que as reticulares. Elas têm a condição de serem curvas, alongadas e ocorrem principalmente nas pernas e nos pés.

As varizes podem surgir quando as válvulas venosas, finas membranas no interior das veias, falham e causam um acúmulo de sangue, gerando um aspecto “saltado” na pele.

Principais diferenças

A principal diferença entre os vasos reticulares e as varizes está no tamanho e na profundidade em que eles se encontram. Confira os detalhes que caracterizam cada uma:

Vasos reticulares

  • Tamanho: diâmetro entre 1 mm e 3 mm;
  • Aparência: veias azuladas ou esverdeadas superficiais, retas ou curvas, sem relevo;
  • Localização: logo abaixo da superfície da pele.

Varizes

  • Tamanho: diâmetro pode ser maior que 3 mm;
  • Aparência: veias dilatadas, tortuosas e salientes;
  • Localização: mais profundas que as reticulares, mas visíveis.

Opções de tratamento

Ambas as condições compartilham sintomas semelhantes, como sensação de peso, dor, queimação, inchaço e coceira nas pernas. Os dois casos são tipos de alterações venosas, mas o diagnóstico deve ser feito com um especialista.

O tratamento para os vasos reticulares tem como objetivo fechá-los e eliminá-los. Entre eles estão a escleroterapia, um procedimento que é pouco invasivo e injeta substâncias esclerosantes que inflamam e fecham os vasos.

Outros tratamentos, como laser transdérmico, uma luz laser que aquece e fecha as veias, e a microflebectomia, remoção cirúrgica desses vasos por incisões microscópicas, são métodos que podem ser utilizados quando indicado.

Para o tratamento das varizes, os procedimentos cirúrgicos, conforme a necessidade, podem ser os mesmos que os dos vasos reticulares, incluindo escleroterapia, laser e microcirurgias.

A definição da melhor técnica deve ser personalizada para garantir um resultado funcional e estético, sendo uma indicação e uma avaliação médica que deve reforçar segurança e cuidado para o paciente.

Mudar hábitos e entender a condição é o primeiro passo, mas contar com orientação especializada faz toda a diferença para o sucesso do tratamento. O Dr. Fábio Rocha utiliza os princípios da Slow Medicine para garantir uma escuta atenta e um diagnóstico cuidadoso, priorizando o uso racional de recursos e a sua segurança.Para um diagnóstico completo e um acompanhamento especializado, agende uma avaliação!

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