Quando falamos sobre problemas ligados à circulação, a primeira coisa que vem à mente é o inchaço. Afinal, esse é o principal sintoma de várias doenças vasculares. Mas, na medicina, o inchaço ganha um outro nome, o edema.
Por ser um termo mais técnico, muitas vezes o edema é confundido com outras condições vasculares, como o linfedema e o lipedema. Apesar dos nomes parecidos, existem diferenças fundamentais entre essas três condições.
Para esclarecer esses pontos, o blog do Dr. Fábio Rocha reuniu as principais informações sobre o tema.
Continue a leitura para entender melhor.
Na prática, o edema periférico é o acúmulo de líquido nos tecidos, principalmente em pés, tornozelos e pernas. Em alguns casos, pode atingir também braços e mãos.
Uma forma simples de identificá-lo é verificar se, ao pressionar a pele com o dedo, uma pequena marca permanece no local por alguns segundos, um sinal típico de retenção de líquido.
No entanto, diferentemente do linfedema e do lipedema, o edema periférico não é uma doença em si, mas um sinal de que algo no organismo precisa de investigação.
Pode surgir em quadros de insuficiência venosa, problemas cardíacos, alterações renais, distúrbios hepáticos, uso de determinados medicamentos ou até longos períodos em pé ou sentado.
Em geral, o inchaço varia ao longo do dia, mas a sensação de peso nas pernas e o desconforto podem permanecer. A indicação dos especialistas para a melhora do quadro é elevar os membros.
No entanto, em caso de piora ou se o quadro estiver acompanhado de dor intensa, vermelhidão ou falta de ar, a avaliação médica deve ser imediata.
À primeira vista, linfedema e lipedema podem parecer semelhantes, já que ambos geram um aumento de volume nos membros.
Contudo, as causas, a evolução e as abordagens terapêuticas não seguem o mesmo caminho.
Enquanto o linfedema está relacionado a uma falha no sistema linfático, responsável por drenar líquidos e proteínas do corpo, o lipedema envolve um acúmulo anormal de gordura, geralmente simétrico e associado a fatores hormonais e genéticos.
No Brasil, estima-se que cerca de 1 em cada 10 mulheres apresenta lipedema, segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).
A seguir, listamos as características de cada condição.
Entre os sintomas, destacam-se:
O controle do linfedema exige acompanhamento contínuo. Entre as estratégias indicadas estão a terapia descongestiva complexa, que combina drenagem linfática manual, enfaixamento ou uso de meias compressivas e exercícios específicos.
Além disso, cuidados rigorosos com a pele ajudam a prevenir infecções. Em situações selecionadas, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados, especialmente quando há comprometimento importante da qualidade de vida.
A definição da conduta depende do estágio da doença, das condições clínicas do paciente e da avaliação de um médico especialista.
Os sintomas podem variar, mas os mais comuns são:
No lipedema, o foco está no controle dos sintomas e na preservação da mobilidade, já que a condição não tem cura. Geralmente, orientações nutricionais individualizadas, prática regular de exercícios de baixo impacto e uso de compressão elástica costumam fazer parte da rotina desses pacientes.
Além disso, a drenagem linfática pode auxiliar na redução do desconforto. Em alguns casos, a lipoaspiração específica para lipedema pode ser considerada, sempre após avaliação criteriosa.
Muitas vezes, o inchaço, ou edema, é interpretado como algo passageiro. Entretanto, quando persiste ou se repete com frequência, é preciso ter cuidado. Reconhecer se o quadro corresponde a um edema relacionado a outra doença, a um linfedema ou a um lipedema permite iniciar o tratamento adequado no momento certo.
Quanto antes houver diagnóstico, menores são as chances de progressão e complicações. Por isso, informar-se é um passo inicial, mas não substitui a avaliação presencial. Diante de alterações no volume das pernas ou dos braços, procurar orientação especializada evita atrasos no tratamento.
Se você percebe inchaço frequente, dor ou mudanças no contorno das pernas, busque uma avaliação vascular. O acompanhamento adequado traz segurança e direciona a melhor conduta para cada caso.
O Dr. Fábio Rocha é cirurgião vascular e angiologista, com experiência no manejo de edema, linfedema, lipedema e outras condições circulatórias. Adepto dos princípios da Slow Medicine, o Doutor prioriza consultas sem pressa, escuta atenta e análise detalhada do histórico clínico.Não deixe sua saúde para mais tarde. Para receber orientação segura e personalizada, agende sua consulta com o Dr. Fábio Rocha pelo link.
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