Nos consultórios de angiologistas e cirurgiões vasculares, as pontuações mais frequentes são dores nas pernas, inchaço, sensação de peso e cansaço. É verdade que esses sintomas podem estar associados a diferentes causas, no entanto, uma delas tem uma fama específica, a veia safena.
Uma das principais responsáveis pelo retorno venoso, a veia fica localizada entre os pés e a virilha e é dividida em dois tipos, safena magna e safena parva.
No entanto, sua popularidade não é comumente associada à sua função, mas ao interrompimento dela. Quando a veia safena adoece, o diagnóstico, muitas vezes, leva à necessidade da sua retirada, assim surge a dúvida, é possível viver sem a safena?
Para esclarecer essa dúvida, o blog do Dr. Fábio preparou um conteúdo completo sobre o tema.
Continue no texto para saber mais!
Anatomicamente, a veia safena integra o sistema venoso superficial dos membros inferiores. Ao longo de seu trajeto, conecta-se a diversas veias menores e, por meio de comunicações específicas, direciona o sangue às veias profundas, responsáveis pela maior parte do retorno venoso até o coração.
A safena magna percorre a face interna da perna e da coxa, enquanto a safena parva se estende pela região posterior da panturrilha. Ambas contam com válvulas internas que funcionam como pequenas portas, abrindo para permitir a passagem do sangue e fechando para impedir o refluxo.
Quando essas válvulas perdem eficiência, ocorre o chamado refluxo venoso. O fenômeno acontece quando parte do sangue retorna no sentido contrário ao esperado, aumenta a pressão dentro da veia e favorece o surgimento de varizes, edema, sensação de peso e dor.
Com o tempo, também podem aparecer alterações na pele e, em quadros mais avançados, feridas de difícil cicatrização.
Entre as condições que comprometem a veia safena estão a insuficiência venosa crônica, episódios de trombose e processos inflamatórios locais.
Apesar do nome técnico, o mecanismo é relativamente simples, o sangue encontra dificuldade para subir contra a gravidade, acumula-se nas pernas e passa a gerar sintomas progressivos.
Em um sistema vascular saudável, a safena atua como via auxiliar de drenagem. Parte do sangue venoso das pernas passa por ela antes de alcançar o sistema profundo, que assume o papel principal na condução até o coração.
Assim, o movimento muscular, a respiração e a integridade das válvulas trabalham em conjunto para manter esse fluxo contínuo. A cada passo, a panturrilha funciona como uma bomba natural, impulsionando o sangue para cima. Ao mesmo tempo, as válvulas evitam o retorno para as regiões mais baixas dos membros.
Vale destacar que cerca de 85% do retorno venoso ocorre pelas veias profundas. Dessa forma, mesmo em condições ideais, a safena não é a principal responsável pela circulação das pernas. Essa informação ajuda a entender por que, diante de doença avançada, o organismo consegue se reorganizar após o tratamento da veia comprometida.
Além disso, uma circulação equilibrada contribui para a prevenção de complicações sistêmicas, incluindo doenças cardiovasculares.
Quando a veia apresenta refluxo importante e passa a gerar sintomas persistentes ou complicações, indica-se o tratamento. A decisão considera exame clínico detalhado e, na maioria dos casos, o ultrassom Doppler, método não invasivo que permite mapear o fluxo sanguíneo em tempo real.
Atualmente, existe mais de uma abordagem. A cirurgia convencional, conhecida como safenectomia, remove o segmento doente por meio de pequenas incisões. Já as técnicas modernas, como laser endovenoso e radiofrequência, promovem o fechamento da veia por dentro, utilizando energia térmica guiada por imagem.
A escolha depende da extensão da doença, do calibre da veia, do padrão de refluxo e das características individuais de cada paciente.
Todo o processo é conduzido por cirurgião vascular ou angiologista. Antes da intervenção, avaliam-se sintomas como dor, inchaço, cansaço nas pernas, presença de varizes aparentes e alterações cutâneas. Após o procedimento, recomenda-se caminhar precocemente, usar meias elásticas quando indicado e manter acompanhamento regular.
A resposta é sim. Após o fechamento ou retirada da safena doente, o organismo redireciona o fluxo sanguíneo para as veias profundas, que já realizavam a maior parte desse trabalho. Gradualmente, ocorre uma adaptação natural da circulação, com redistribuição do volume de sangue e normalização das pressões venosas.
Justamente por estar comprometida, a safena deixa de contribuir de forma eficiente antes mesmo do tratamento. Assim, ao eliminá-la do circuito, remove-se uma via de refluxo que sobrecarregava o sistema. Como resultado, muitos pacientes percebem redução do inchaço, alívio da dor e melhora da sensação de peso nas pernas.
Com técnicas minimamente invasivas, a recuperação costuma ser rápida, permitindo retorno às atividades cotidianas em curto prazo. Ainda assim, cada caso segue seu próprio ritmo, motivo pelo qual o acompanhamento especializado faz diferença.
Manter hábitos saudáveis também é muito importante. Movimento regular, controle do peso e atenção à alimentação ajudam a preservar o equilíbrio vascular ao longo do tempo.
Quando os sintomas persistem, conversar com um cirurgião vascular pode esclarecer caminhos e evitar a progressão do problema.
Em Ribeirão Preto, o Dr. Fábio Rocha atua como angiologista e cirurgião vascular com foco na avaliação individualizada de cada paciente. Adepto do conceito de Slow Medicine, dedica tempo à escuta, à análise cuidadosa dos exames e à construção conjunta do plano de tratamento.
Para quem busca orientação segura sobre a veia safena, opções de tratamento ou prevenção de doenças circulatórias, o primeiro passo começa em uma consulta especializada.
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