Uma das principais características da cianose é a mudança de cor que ela provoca na pele. Tanto que o nome dessa condição é uma referência à palavra “ciano”, por deixar o paciente com manchas azuladas.
É importante ressaltar que a cianose em si não é uma doença, mas um sintoma de algum problema que atrapalha a capacidade de transporte do oxigênio pelo corpo, por meio da circulação sanguínea.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a cada 100 brasileiros, 40 devem apresentar doenças venosas ao longo da vida.
Por conta disso, sinais como a cianose devem receber atenção especial dos pacientes. A seguir, entenda como essa condição afeta a saúde vascular e provoca a mudança de cor na pele.
A cianose é uma condição médica que afeta pacientes com problemas relacionados à má oxigenação do sangue. As causas podem incluir insuficiência respiratória, problemas circulatórios, doença pulmonar, entre outros fatores.
Ela acontece quando a quantidade de hemoglobina sem oxigênio no sangue atinge um nível que gera consequências visíveis nos tecidos, com a mudança da pele para uma coloração azulada, podendo ser visível também nos lábios e na língua.
Os dois tipos principais de cianose são a central e a periférica. Há também a cianose mista, que, como o nome sugere, reúne características das duas anteriores.
Na cianose central, o problema ocorre na oxigenação do sangue pelos pulmões ou na sua circulação para o resto do corpo, ou seja, o sangue já chega às artérias com menos oxigênio. O principal sintoma é a coloração azulada em regiões como lábios e língua.
Já no caso da cianose periférica, o problema não está na quantidade de oxigênio do sangue em si, mas na sua chegada até as extremidades do corpo. Nesse caso, o aspecto azulado é encontrado em mãos, pés, unhas e nariz.
É por conta dessa diferença que, apesar de serem dois tipos do mesmo sinal clínico, suas causas e manifestações são bastante distintas.
A mudança da cor da pele para um tom azulado está diretamente relacionada à baixa oxigenação do sangue, que altera a cor da hemoglobina (proteína responsável por transportar o oxigênio).
Quando a hemoglobina está oxigenada, o sangue adquire a tradicional cor vermelha. Porém, muda para um tom azul-arroxeado a partir do momento em que perde sua carga de oxigênio.
Vale ressaltar que, dependendo da causa, a cianose pode estar acompanhada de outros sintomas, como falta de ar, tosse, cansaço excessivo, fraqueza, tontura, formigamento nos pés ou nas mãos e hipotermia.
Como prevenir a cianose?

A prevenção da cianose passa diretamente pela prevenção da má circulação sanguínea. Uma dica é praticar exercícios físicos com frequência, pois as atividades favorecem o retorno do sangue ao coração.
O uso de roupas e calçados apertados pode prejudicar a circulação. Por isso, opte sempre por peças confortáveis, deixando o vestuário mais justo para ocasiões especiais.
Outra dica importante é manter a alimentação equilibrada. Uma dieta rica em fibras evita alterações nas paredes das veias e diminui o acúmulo de toxinas no sangue. Comer frutas e legumes diariamente também contribui para a circulação.
Por fim, permanecer longos períodos em pé ou sentado pode aumentar os riscos vasculares. A recomendação é variar a posição a cada hora para que a circulação sanguínea flua adequadamente pelos vasos.
Em caso de sinais de cianose, é recomendável que o paciente busque uma consulta médica para avaliação adequada.
Com consultório em Ribeirão Preto (SP), o Dr. Fábio Rocha é cirurgião vascular e angiologista, adepto da Slow Medicine, e alia experiência e empatia no cuidado com a saúde.Entre em contato e agende sua consulta.
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