Com tanto acesso a informações, já não é novidade que as atividades físicas são parte essencial de uma vida longa e saudável, não é? Para a saúde vascular não é diferente, no entanto, pacientes com baixa mobilidade acabam se vendo em uma encruzilhada.
Pessoas acamadas ou em processo de reabilitação ficam limitadas a movimentos e estímulos musculares mais leves. Ainda assim, mesmo que em um primeiro momento esses exercícios pareçam simples demais ou até insignificantes, eles desempenham um papel fundamental na prevenção de problemas circulatórios.
Para mostrar a relação entre a baixa mobilidade e a saúde do sistema vascular, o blog do Dr. Fábio Rocha preparou um conteúdo com informações práticas e dicas.
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A expressão “baixa mobilidade” abrange pessoas com dificuldades para se mover livremente, idosos com limitação funcional, pacientes acamados por doenças crônicas, quem passa por reabilitação específica após uma cirurgia ou trauma e indivíduos com alguma deficiência que restringe os deslocamentos no dia a dia.
Para essas pessoas, a saúde do sistema vascular tem particularidades. O retorno do sangue venoso das pernas até o coração depende, em grande parte, da contração rítmica da musculatura das panturrilhas.
Quando esse mecanismo deixa de ser ativado com frequência, o sangue tende a se acumular nos membros inferiores, gerando sensação de peso, edemas e inchaço. Esse processo está ligado a condições como as varizes, a formação de coágulos e o surgimento de úlceras na pele em estágios mais avançados da insuficiência venosa.
Outra possível complicação que pode surgir da falta de movimento é a trombose venosa profunda. Silenciosa, a doença se desenvolve sem sintomas evidentes e representa riscos importantes quando não há acompanhamento e prevenção adequados.
Para quem tem mobilidade reduzida, a meta não é a atividade física vigorosa, mas sim manter o sangue em movimento. Micromovimentos realizados algumas vezes ao longo do dia já fazem diferença. Movimentar os tornozelos em círculos, esticar e flexionar os pés repetidamente, além de contrair suavemente a musculatura das pernas, aciona a bomba muscular que impulsiona o sangue de volta ao tronco.
Quando possível, pequenas elevações das pernas, apoiando os membros inferiores acima do nível do coração por alguns minutos, ajudam a aliviar a pressão venosa e reduzir o inchaço ao permitir que a gravidade atue a favor do retorno sanguíneo.
Em pacientes que conseguem, movimentos como elevação alternada de pernas, “bombear” com os pés ou mesmo alongamentos suaves contribuem para manter a circulação ativa, mesmo em repouso.
Em ambientes de reabilitação, fisioterapeutas costumam orientar sequências adaptadas que envolvem contração de glúteos e quadríceps ou exercícios com faixas elásticas que não exigem suporte de peso.
Outra alternativa são dispositivos simples como pedaleiras para uso sentado, que estimulam atividade cardiovascular em quem não pode caminhar livremente.
Quando o movimento fica restrito, a alimentação assume papel central na manutenção da saúde vascular. Uma dieta alinhada com as necessidades do organismo melhora a fluidez do sangue, reduz inflamações e fornece micronutrientes que sustentam funções essenciais.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma alimentação saudável prioriza frutas e hortaliças variadas, grãos integrais, leguminosas e fontes magras de proteína.
Ao mesmo tempo, recomenda-se reduzir o consumo de sal, açúcares adicionados, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, já que esses itens aumentam o risco de doenças crônicas que comprometem a circulação.
Alimentos ricos em fibras, como aveia e legumes, contribuem para o equilíbrio do colesterol, enquanto peixes com ácidos graxos ômega-3 auxiliam no controle de processos inflamatórios. Antioxidantes presentes em frutas vermelhas e vegetais folhosos também ajudam a preservar a integridade das paredes vasculares, especialmente em períodos de imobilidade prolongada.
A mobilidade limitada impõe desafios únicos à circulação sanguínea, mas medidas conscientes no dia a dia reduzem expressivamente os riscos de complicações.
Em Ribeirão Preto, São Paulo, o Dr. Fábio Rocha atua como cirurgião vascular e angiologista com foco na prevenção, avaliação especializada e orientação personalizada para cada caso.
Adepto do Slow Medicine, sua abordagem considera as características individuais de cada paciente, conectando expertise técnica a um olhar atento às necessidades do dia a dia.
Para quem enfrenta limitações de mobilidade e deseja proteger sua saúde vascular, o primeiro passo é conversar com um especialista.
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