Quem nunca se deparou com vídeos e relatos de procedimentos estéticos na internet, não é mesmo? Com o crescimento das redes sociais, o interesse por tratamentos de saúde e estética se intensificou, e tecnologias como o laser transdérmico passaram a ganhar cada vez mais espaço na vida dos brasileiros.
Esse movimento se reflete nos números. Afinal,segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a procura por procedimentos estéticos aumentou 390% nos últimos anos.
Para acompanhar essa demanda crescente, o investimento em técnicas e recursos inovadores também avançou. É nesse cenário que o laser transdérmico surge como uma opção de tratamento para diversas condições.
Para esclarecer as principais dúvidas sobre o funcionamento do procedimento, o blog do Dr. Fábio preparou um conteúdo completo. Continue a leitura e conheça mais sobre essa tecnologia!
O laser transdérmico é um tratamento realizado por meio da aplicação de energia luminosa diretamente sobre a pele, sem a necessidade de incisões, agulhas ou perfurações. A tecnologia utiliza comprimentos de onda específicos, capazes de atravessar as camadas superficiais da pele e atingir estruturas mais profundas, como vasos sanguíneos alterados.
No contexto do sistema vascular, o laser promove o aquecimento controlado da parede do vaso. Esse calor provoca a contração e o fechamento progressivo da veia tratada, fazendo com que o organismo a reabsorva ao longo do tempo.
O processo ocorre de forma localizada, preservando os tecidos ao redor e reduzindo o risco de danos cutâneos.
Durante o procedimento, o médico ajusta o equipamento levando em consideração o tamanho e a profundidade dos vasos, assim como as características da pele do paciente.
Esses ajustes permitem que a energia do laser seja aplicada de forma precisa, garantindo que o vaso seja tratado de maneira eficaz, com mínima interferência nos tecidos próximos.
Como resultado, observa-se melhora na aparência da região e redução de sintomas como cansaço, peso ou queimação nas pernas.
Antes da consolidação do laser transdérmico, o tratamento de varizes e vasinhos era feito, em grande parte, por técnicas como a escleroterapia química ou procedimentos cirúrgicos mais invasivos.
Embora eficazes em muitos casos, esses métodos costumavam exigir períodos de recuperação mais longos ou apresentar maior desconforto no pós-procedimento.
O laser transdérmico é uma evolução dessas abordagens por oferecer maior precisão na atuação sobre o vaso comprometido. A energia luminosa é direcionada de forma seletiva, reduzindo a dispersão do tratamento e tornando o procedimento mais previsível.
Além disso, por não envolver cortes, o risco de infecções e cicatrizes é significativamente menor. Outro diferencial está na possibilidade de tratar áreas delicadas ou vasos de difícil acesso, nos quais outras técnicas apresentam limitações.
De modo geral, o laser transdérmico é indicado para pacientes que apresentam varizes de pequeno e médio calibre, como telangiectasias, popularmente conhecidas como vasinhos, e microvarizes. Vasos como esse podem causar desconforto estético, além de sintomas como sensação de peso nas pernas, queimação e cansaço ao longo do dia.
Em casos de insuficiência venosa superficial, em que a indicação do laser também é comum, os feixes de luz atuam diretamente sobre os vasos comprometidos, contribuindo para a melhora da circulação local e para a redução dos sintomas.
Em situações específicas, o procedimento pode ser utilizado como tratamento principal ou como complemento a outras técnicas, sempre após avaliação médica detalhada.
É importante destacar que nem todos os quadros são iguais. Condições associadas, histórico clínico e características individuais influenciam na indicação do procedimento. Por isso, a análise de um angiologista é indispensável para definir a melhor estratégia terapêutica.
A recuperação após o laser transdérmico é geralmente rápida e tranquila. A maioria dos pacientes consegue retomar as atividades diárias no mesmo dia, sem necessidade de repouso prolongado.
É comum, porém, que apareçam sinais leves, como vermelhidão, sensação de calor ou discreto inchaço na região tratada. Essas reações são temporárias e tendem a desaparecer em poucos dias.
Para otimizar a recuperação, o médico pode recomendar o uso de meias de compressão e orientar a evitar a exposição solar direta nos primeiros dias. Atividades físicas mais intensas devem ser retomadas gradualmente, respeitando a resposta individual de cada paciente.
Outro ponto importante é compreender que os efeitos do tratamento não são imediatos. O fechamento e a reabsorção dos vasos ocorrem ao longo das semanas seguintes, resultando em melhora progressiva do aspecto da pele e alívio dos sintomas.
Se você busca esclarecimentos sobre o laser transdérmico ou deseja avaliar se esse tratamento é indicado para o seu caso, a consulta com um especialista é o primeiro passo.
O Dr. Fábio Rocha é angiologista e cirurgião vascular, formado pela USP Ribeirão Preto, com atuação focada no cuidado individualizado e na condução responsável dos tratamentos.
Adepto da slow medicine, o doutor prioriza um atendimento atento, sem pressa, que considera as necessidades reais de cada paciente.Para esclarecer dúvidas sobre o laser transdérmico e a sua saúde vascular, entre em contato e marque sua consulta.
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