Doença de Raynaud: entenda como o frio e o estresse afetam a circulação

Imagine que, em um dia frio, seus dedos das mãos ou dos pés de repente fiquem brancos ou azulados, seguidos de uma sensação de dormência e, depois, um formigamento incômodo. Para muitas pessoas, essa é uma reação comum ao frio intenso. No entanto, para quem tem a Doença de Raynaud, esses episódios acontecem com mais frequência e de forma intensa, podendo causar grande desconforto.

A Doença de Raynaud, também chamada de Síndrome de Raynaud, é um distúrbio vascular que afeta a circulação nas extremidades do corpo, principalmente nos dedos das mãos e dos pés. Durante uma crise, os pequenos vasos sanguíneos se contraem excessivamente em resposta ao frio ou ao estresse, limitando o fluxo de sangue e causando alterações na cor da pele.

Neste texto, você entenderá quais são os principais sintomas, causas e tratamentos dessa condição, além de como lidar melhor com os episódios. Vamos lá!

O que é a Doença de Raynaud?

A Doença de Raynaud é caracterizada por crises de vasoespasmo, ou seja, contração excessiva das pequenas artérias das mãos e dos pés, reduzindo o fluxo sanguíneo nessas regiões. 

Essas crises podem ser desencadeadas por baixas temperaturas ou situações de estresse emocional intenso. Existem dois tipos principais da doença: a primária e a secundária.

A forma primária, conhecida apenas como Doença de Raynaud, é mais comum e ocorre sem estar associada a outras condições médicas. 

Já a secundária, chamada de Fenômeno de Raynaud, está ligada a doenças autoimunes, como esclerodermia e artrite reumatoide, além do uso de determinados medicamentos.

A síndrome de Raynaud secundária pode ocorrer em pessoas com:

  • Aterosclerose;
  • Crioglobulinemia (anticorpos anormais produzidos por plasmócitos e dissolvidos no sangue);
  • Lesões;
  • Reações a certas substâncias ou medicamentos, como betabloqueadores, clonidina e os medicamentos contra enxaqueca, como ergotamina e metisergida;
  • Artrite reumatoide;
  • Esclerose sistêmica;
  • Glândula tireoide hipoativa (hipotireoidismo).

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, ela é mais frequente em mulheres e costuma surgir entre as mais jovens. Os episódios podem variar em intensidade e frequência, dependendo do grau da condição.

Quais são os sintomas?

Os sintomas da Doença de Raynaud aparecem principalmente nas mãos e nos pés, mas também podem afetar outras partes do corpo, como nariz e orelhas. 

O principal sinal da doença é a mudança na cor da pele durante um episódio, que ocorre em três fases:

  1. A pele fica pálida ou branca devido à falta de fluxo sanguíneo.
  2. Em seguida, pode adquirir uma tonalidade azulada pela falta de oxigenação.
  3. Por fim, quando o sangue retorna, a pele pode ficar avermelhada e quente, acompanhada de formigamento ou dor.

Além dessas alterações, algumas pessoas podem sentir dormência, sensibilidade aumentada e dificuldades para movimentar os dedos durante os episódios. 

Nos casos mais graves, em que há complicações, feridas podem surgir devido à falta de circulação adequada.

Tratamento e prevenção

O tratamento da Doença de Raynaud depende da gravidade dos sintomas e da presença de outras doenças associadas. 

Em casos leves, medidas simples podem ajudar a prevenir crises e reduzir o desconforto.

Uma das principais formas de controle é evitar gatilhos como frio intenso e estresse. Para isso, recomenda-se o uso de luvas e meias quentes em dias frios, além da prática de técnicas de relaxamento para diminuir o impacto do estresse emocional.

Em situações mais graves, podem ser prescritos medicamentos que ajudam a dilatar os vasos sanguíneos, melhorando a circulação. Entre as opções estão os bloqueadores dos canais de cálcio e vasodilatadores.

Nos casos em que a Doença de Raynaud está ligada a outra condição de saúde, o tratamento da doença subjacente também é fundamental para reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Quando buscar ajuda médica?

Se você percebe episódios recorrentes de alteração de cor nas mãos e nos pés, principalmente acompanhados de dor ou feridas, é essencial buscar avaliação médica. 

O diagnóstico precoce pode ajudar a prevenir complicações e garantir um melhor controle dos sintomas.

Caso precise de orientação especializada, você pode agendar uma consulta com o cirurgião vascular e angiologista Fábio Rocha, que é adepto da slow medicine, para receber um atendimento personalizado e cuidar da sua saúde vascular.

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