A preocupação com a saúde vai além de sintomas claros. Algumas doenças são silenciosas e passam despercebidas até evoluírem para outras complicações. A ateromatose carotídea e aórtica são exemplos dessa afirmação, pois geralmente não apresentam sintomas até gerarem enfermidades mais graves.
Como o próprio nome diz, a diferença entre as duas está na localização. A carotídea ocorre na parede das artérias do pescoço que irrigam o cérebro e a aórtica afeta o vaso responsável por distribuir o sangue oxigenado do coração ao resto do corpo.
A ateromatose, por sua vez, consiste na formação de placas de gordura, cálcio e substâncias nocivas na parede dos vasos e também pode afetar outras artérias. Seu acúmulo reduz a passagem de sangue, aumentando o risco de problemas como AVCs, infartos e insuficiência cardíaca.
Segundo levantamento da Organização Nacional de Acreditação (ONA) com base em dados do Ministério da Saúde, essas condições resultaram em quase 350 mil mortes só em 2025.
Por isso, é importante falar sobre causas, riscos, prevenção, diagnóstico e tratamento dessa doença que costuma estar mais presente do que se imagina.
Existe uma combinação de fatores ligados à genética, estilo de vida e doenças crônicas que contribuem para o surgimento de ateromatose, tanto aórtica quanto carotídea.
Dentre os principais fatores de risco da doença, também conhecida como aterosclerose, estão:
Essas questões, quando evitadas ou tratadas, diminuem consideravelmente a chance de ateromatose. Porém, é importante redobrar a atenção para grupos que apresentam propensão genética e idade avançada, considerando histórico de doenças vasculares na família e acompanhamento médico contínuo.
Ambas as condições evoluem de forma silenciosa. A ateromatose carotídea tem foco no cérebro. As placas obstruem as artérias do pescoço responsáveis pelo transporte de sangue para a região e seus fragmentos podem se soltar e bloquear vasos menores. Por isso, a condição aumenta consideravelmente a chance de Ataque Isquêmico Transitório (AIT) e de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Já a ateromatose aórtica afeta a maior artéria do corpo humano, que se origina no coração. Pode causar dor torácica ou abdominal, fragiliza as paredes da aorta, podendo causar dilatação e rompimento em forma de aneurismas ou dissecções. Como a aorta é central no sistema vascular, existe risco das placas se soltarem e entupirem vasos importantes responsáveis pelo funcionamento de outros órgãos.
Nos dois cenários, como a doença é assintomática, riscos que poderiam ser amenizados com o devido tratamento, acabam se intensificando com a falta de diagnóstico e acompanhamento profissional.
A ateromatose pode ser diagnosticada precocemente com exames de ultrassom doppler, ecocardiograma, angiotomografia e angiorressonância. Eles permitem visualizar e mapear as áreas com possibilidade do problema.
Quanto mais cedo se toma conhecimento desse tipo de enfermidade, melhores as chances de reduzir possíveis complicações. Geralmente, o tratamento consiste em mudanças no estilo de vida, mas pode envolver também o uso de medicamentos e procedimentos cirúrgicos quando o risco é maior.
A ateromatose e vários outros problemas vasculares podem ser silenciosos, mas com o acompanhamento correto é possível identificar a doença e tratar com segurança.
Agende uma avaliação com o Dr. Fábio Rocha, cirurgião vascular e angiologista, e conte com um atendimento que prioriza o cuidado personalizado, o tempo de escuta e a saúde integral do paciente.
O aneurisma de aorta abdominal é uma condição médica silenciosa que merece um acompanhamento cuidadoso. Para compreendê-lo, é preciso saber…
Leia maisAs canetas emagrecedoras se tornaram populares no Brasil entre pessoas que buscam perder peso. O consumo dessas medicações nas farmácias…
Leia maisCom a chegada do inverno em junho, é natural mudarmos nossos hábitos para nos adaptar aos dias mais frios. Tiramos…
Leia mais