Muitas pessoas encerram o dia sentindo as pernas pesadas, inchadas ou com uma queimação sutil, mesmo sem apresentar sinais aparentes que expliquem esse desconforto. Esse cenário pode indicar a presença de varizes internas, que são veias dilatadas em camadas mais profundas dos tecidos, permanecendo “invisíveis” a olho nu.
Apesar de não ficarem aparentes como as varizes comuns, elas podem gerar impactos reais na saúde circulatória e no bem-estar diário.
Por isso, preparei este conteúdo para orientar você sobre como identificar e tratar adequadamente essa condição, e garantir a longevidade do sistema vascular.
As varizes são veias dilatadas que surgem sob a pele, manifestam-se em diferentes calibres e constituem um problema crônico de circulação.
De acordo com o Ministério da Saúde, em parceria com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), entre 2013 e 2022 foram registrados 695 mil casos de internações por varizes no Brasil — um alerta para a importância de olharmos a saúde vascular com mais atenção e prevenção.
É comum que as varizes se apresentem como sinais esverdeados ou azulados nos membros inferiores, exceto no caso das varizes internas. Em ambos os casos, elas sinalizam que o fluxo sanguíneo não está ocorrendo como deveria.
Quando as varizes se desenvolvem em camadas mais profundas dos tecidos, não ficando visíveis como os tipos mais comuns desse quadro, elas são conhecidas tecnicamente como varizes internas.
Apesar de “invisíveis”, essas veias causam os mesmos desconfortos, como peso, cansaço e inchaço, e exigem atenção especializada, pois podem ser confundidas com outros tipos de enfermidades que dificultem o diagnóstico e o tratamento adequado.
Elas também são veias dilatadas, com funcionamento prejudicado, mas com o diferencial de estarem localizadas no sistema venoso profundo, que é responsável por circular o sangue sem oxigênio dos tecidos de volta para o coração.
Essas varizes também podem estar localizadas em tecidos mais profundos, ficando em meio a gorduras e entre músculos.
É importante entender que a ausência de marcas aparentes na pele não exclui a necessidade de uma avaliação vascular detalhada.
Exemplo de localização de varizes não visíveis
As varizes internas apresentam uma atenção maior por serem “invisíveis”, embora provoquem os mesmos danos circulatórios das veias superficiais.
O sintoma mais clássico é a sensação de pernas pesadas e cansadas, que costuma se intensificar consideravelmente ao final do dia.
O inchaço persistente nos pés e tornozelos também é um sinal muito comum desta condição vascular profunda.
Esse edema geralmente apresenta uma melhora temporária apenas quando o paciente mantém os membros elevados para facilitar o retorno do sangue.
Além desses sinais, outros sintomas frequentemente associados às varizes internas são as câimbras noturnas e a sensação de queimação constante.
Em casos mais avançados, podem surgir coceiras intensas e alterações na coloração da pele, um sinal de que o seu corpo pede um olhar mais atento para a sua circulação.
Internações registradas pelo Ministério da Saúde reforçam que problemas vasculares não devem ser encarados apenas como um incômodo passageiro.
Varizes, por exemplo, entram nesse contexto como uma condição progressiva que, se diagnosticada precocemente, permite tratamentos menos invasivos e uma recuperação muito mais ágil para o paciente.
Esses sinais, isolados ou combinados, indicam a necessidade de consultar um cirurgião vascular para receber um diagnóstico preciso e a orientação adequada.
O tratamento das varizes tem evoluído e hoje oferece opções para diferentes perfis de pacientes e estágios da doença.
Cada tratamento deve ser uma trajetória de cuidado única. Antes de qualquer procedimento, o principal e mais importante é buscar um diagnóstico precoce para escolher o caminho mais adequado.
O primeiro passo do tratamento costuma ser clínico e preventivo, com mudanças no estilo de vida e uso de meias de compressão.
Quando o quadro exige uma intervenção mais direta, existem procedimentos modernos, minimamente invasivos e realizados de forma ambulatorial, ou seja, sem necessidade de internação.
A indicação médica e escolha de tratamento variam para cada caso, que deve sempre ser avaliado e estar de acordo com o paciente.
Principais tratamentos disponíveis:
Se você sente algum desconforto nos membros inferiores, saiba que eu, Dr. Fábio Rocha, cirurgião vascular e angiologista, posso estruturar todas as etapas do seu cuidado, desde a investigação de sintomas até o tratamento mais adequado ao seu cotidiano.
Agende uma avaliação e entenda como a slow medicine, que prioriza diagnósticos detalhados e tratamentos personalizados pode beneficiar a sua saúde.
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