Hábitos alimentares que auxiliam na prevenção do AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um déficit neurológico de origem cerebrovascular que dura mais de 24 horas ou resulta em morte.

Estabelecida em 1970, essa ainda é a definição adotada pela medicina. A referência ao período superior a 24 horas foi estabelecida para diferenciar o AVC do Ataque Isquêmico Transitório (AIT), cujos sintomas se resolvem dentro desse intervalo de tempo.

Em termos práticos, o AVC ocorre quando uma área do cérebro deixa de receber circulação sanguínea adequada, seja por obstrução ou rompimento dos vasos responsáveis por levar o sangue até o local.

No Brasil, o AVC está entre as doenças mais graves. Dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil indicam que, a cada seis minutos, uma vida é perdida em decorrência da condição.

Para conter o avanço da doença, iniciativas públicas e privadas têm investido em ações de conscientização voltadas à prevenção.

Pensando nisso, o blog do Dr. Fábio Rocha preparou um conteúdo sobre como a alimentação equilibrada pode contribuir para a prevenção do AVC.

Continue a leitura e saiba mais.

Quais nutrientes estão associados à prevenção do AVC?

Do ponto de vista clínico, o AVC pode ser classificado em dois tipos principais: o isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo, e o hemorrágico, que ocorre quando há rompimento do vaso e extravasamento de sangue no tecido cerebral.

Embora tenham mecanismos diferentes, ambos compartilham fatores de risco relacionados à saúde vascular, ao metabolismo e à inflamação sistêmica.

A saúde dos vasos sanguíneos depende, em grande parte, do equilíbrio de minerais envolvidos no controle da pressão arterial. O potássio atua justamente nesse ponto, ao ajudar o organismo a compensar os efeitos do excesso de sódio. Quando presente em quantidades adequadas, contribui para reduzir a tensão contínua exercida sobre as paredes dos vasos, condição associada ao acúmulo de placas e ao aumento do risco de ruptura vascular.

Já os ácidos graxos ômega 3 atuam na modulação da inflamação e na redução da agregação plaquetária. Esse efeito contribui para diminuir a formação de trombos, diretamente associados ao AVC isquêmico. Além disso, contribuem para o equilíbrio das gorduras circulantes no sangue, como colesterol e triglicerídeos, ao mesmo tempo em que favorecem o bom funcionamento do endotélio, camada que reveste internamente os vasos sanguíneos.

As fibras alimentares também exercem um papel relevante, ainda que indireto. Ao melhorar o controle glicêmico e auxiliar na redução do colesterol, elas reduzem condições que favorecem o estreitamento dos vasos ao longo do tempo.

Magnésio e antioxidantes, por sua vez, participam de processos celulares que protegem o endotélio contra o estresse oxidativo, mecanismo envolvido na progressão da aterosclerose e na fragilidade dos vasos.

Ainda que a alimentação não elimine totalmente o risco de AVC, hábitos nutricionais consistentes contribuem para reduzir fatores que estão na base dos dois tipos da doença.

Dieta equilibrada: onde encontrar os nutrientes que ajudam a reduzir o risco de AVC?

Uma alimentação voltada à saúde vascular deve começar pela variedade. Frutas, verduras e legumes fornecem potássio, fibras e antioxidantes, com destaque para banana, abacate, folhas verde-escuras, tomate e frutas vermelhas. Peixes de água fria, como sardinha e salmão, concentram ômega 3, enquanto sementes, castanhas e azeite de oliva oferecem ácidos graxos com efeito protetor sobre os vasos.

O magnésio pode ser encontrado em leguminosas, cereais integrais e oleaginosas. Já as fibras aparecem em maior quantidade em alimentos minimamente processados, como feijão, lentilha, aveia e vegetais crus.

Por outro lado, alguns hábitos alimentares caminham na direção oposta da prevenção. O consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados, gorduras saturadas e bebidas alcoólicas favorece o aumento da pressão arterial, alterações metabólicas e inflamação crônica. Somados, esses fatores aumentam o risco vascular ao longo dos anos.

Fora da alimentação, práticas como atividade física regular, controle do peso, abandono do tabagismo e acompanhamento periódico da pressão arterial fazem diferença. A combinação dessas medidas reduz a sobrecarga sobre o sistema circulatório e preserva a integridade dos vasos cerebrais.

Quais grupos precisam reforçar os cuidados com a prevenção do AVC?

Algumas pessoas apresentam maior predisposição ao AVC e, por isso, devem redobrar a atenção aos hábitos de vida e ao acompanhamento médico. Os grupos que devem ficar mais atentos são:

  • Hipertensos: A pressão elevada exerce força contínua sobre as paredes dos vasos, favorecendo tanto a obstrução quanto o rompimento vascular;
  • Pessoas com diabetes: Alterações glicêmicas afetam diretamente o endotélio, acelerando processos inflamatórios e ateroscleróticos;
  • Indivíduos com colesterol elevado: O acúmulo de placas nas artérias compromete o fluxo sanguíneo cerebral;
  • Fumantes: Substâncias tóxicas do cigarro prejudicam a elasticidade vascular e aumentam o risco de trombose;
  • Pessoas com histórico familiar de AVC: Fatores genéticos podem influenciar a suscetibilidade à doença, exigindo maior vigilância.

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A alimentação é um pilar fundamental para a prevenção do AVC, mas o acompanhamento médico qualificado não pode ficar de lado.

O Dr. Fábio Rocha atua com foco individualizado, avaliando cada paciente de forma cuidadosa e criteriosa. Adepto da Slow Medicine, ele conduz o acompanhamento com atenção ao histórico clínico, aos fatores de risco e às necessidades específicas de cada caso.

Para quem busca orientação segura, prevenção e cuidado contínuo com a saúde vascular, o primeiro passo é uma avaliação especializada.Agende sua consulta com o Dr. Fábio Rocha clicando neste link!

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